O melhor desse blog é que agora eu tenho um espaço para publicar coisas e escrever à vontade!

Então, aí vai o meu manifesto da semana!

Sim, eu estou virando uma pessoa revoltada!

Jaci, o texto vai assim mesmo, sério e sem graça! Eu disse que meus textos estão chatos e formais!

Eu não sou sua secretária!

Esse não é mais um texto que discrimina a classe profissional dos secretários, como vemos acontecer nos jornais, revistas, telejornais e até novelas. Muito pelo contrário! O que vamos tentar aqui é mostrar que os secretários (sim, porque existem homens exercendo a profissão também!) tem muito mais competências e habilidades do que atender telefonemas, anotar recados e organizar agendas de compromissos.

Todo mundo, alguma vez na vida, já conheceu alguém que abusava da boa vontade de uma pessoa, fazendo ela passar por “secretária”, fazendo ligações, transferindo chamadas, anotando recados, marcando compromissos e dando desculpas quando a pessoa não quer atender! E, muitas vezes, essa situação não acontece no ambiente de trabalho, acontece em casa também! Pois é, então vamos começar esclarecendo uma coisa: os profissionais do secretariado são bacharéis com formação universitária, que durante a faculdade, aprendem estratégias para promover e aperfeiçoar a gestão e o desenvolvimento das organizações. Durante esses quatro anos de formação, segundo a página do curso de Secretariado Executivo Bilíngüe da Universidade Metodista, eles recebem informações para serem capazes de manter o harmônico funcionamento nas interfaces staff/linha; gerir o fluxo de informações; desenvolver metodologias para diagnosticar conflitos; reduzir resistências às mudanças; repassar a concepção empreendedora da organização.

Já a Lei 7.377, de 30 de setembro de 1985, que regulamenta a profissão, esclarece que o secretário executivo deve estar apto a planejar, organizar e dirigir serviços de secretaria, coletar informações para a consecução de objetivos e metas da empresa e registro e distribuição de expediente, entre outras tarefas. Quer dizer, um secretário ou secretária, é uma pessoa chave dentro de uma organização, que tem visões estratégicas de gestão, principalmente por estar em uma posição entre os gestores e os colaboradores.

Além de ter uma lei que institui a profissão, os secretários também são representados por sindicatos estaduais e uma federação nacional. E, inclusive, estão organizando um conselho para regular e fiscalizar a profissão!

Por isso, concluímos que, se é preciso alguém para exercer as funções descritas acima, contrate um secretário executivo, com registro DRT e pague o piso salarial do seu Estado. Agora, se nada disso é importante e a única função a ser desempenhada por essa pessoa é atender telefone, anotar recado e organizar agenda, será que não dá para a própria pessoa fazer isso? Temos certeza que isso não é perda de tempo (até porque não ocupa tempo algum), não machuca e não diminui ninguém! Muito pelo contrário, dá autonomia… Já pararam para pensar nisso?